Fachin pede à PF todas as menções a ministros no caso Master
Reunião com Andrei Rodrigues trata de citações a ministros e familiares em celulares de Vorcaro; atos de investigação contra ministro dependem do plenário
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, reuniu-se nesta terça-feira (13) com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para tratar de menções a ministros da Corte no caso Banco Master. Fachin afirmou que o STF espera receber “todas as menções encontradas, sem exceção”.
Segundo nota conjunta do STF e da PF, Fachin pediu que as menções cheguem acompanhadas do contexto e em caráter estritamente descritivo. O comunicado também diz que qualquer ato de investigação contra um ministro depende de autorização do plenário do Supremo.
Em ofício enviado à PF, Fachin já havia cobrado que todas as informações sobre possível envolvimento de integrantes da Corte nos fatos investigados fossem apuradas. Segundo o Metrópoles, a decisão de Fachin veio depois de a coluna de Andreza Matais revelar que a PF aguardava um posicionamento sobre a reunião para tratar do destino de cinco ministros.
O encontro ocorre em meio à discussão interna no tribunal sobre como tratar as referências a ministros e familiares encontradas no material extraído dos celulares de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro dono do Master, e de seu cunhado, Fabiano Zettel. Segundo a CNN, há citações, em graus diferentes, a pelo menos seis dos dez ministros do STF ou a parentes deles, além de ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Os números divulgados pelas reportagens não coincidem. A CNN fala em pelo menos seis ministros do STF citados direta ou indiretamente, enquanto o Metrópoles relata que a PF aguardava posicionamento sobre o destino de cinco ministros. As fontes não explicam a diferença.
De acordo com a CNN, as menções, por si só, não indicam irregularidade nem a abertura de investigação contra os citados. Os ministros e familiares mencionados até agora negam envolvimento indevido com Vorcaro.
Pela nota, depois que a PF apresentar os elementos, o plenário poderá deliberar sobre eventuais providências, após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Fachin também afirmou que, se a PF tiver documentos, dados ou indícios envolvendo membros da Corte, o material deve chegar integralmente à Presidência do STF. Segundo o Metrópoles, a expectativa era que Andrei levasse o material ainda nesta terça-feira.
A nota não detalha quais ministros são citados nem o conteúdo das menções.