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Presidência da Colômbia instala sede de governo em mansão militar de Barranquilla

Críticos chamam o prédio de 'Casa Branca da Temu' e falam em encenação cara; oposição cita deslocamentos aéreos.

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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Palácio do Planalto, sede do governo federal
Imagem ilustrativa: Palácio do Planalto, sede do governo federal. Foto: Michel Temer · CC BY 2.0 · créditos

A Presidência da Colômbia inaugurou uma nova sede de governo em uma mansão de 1938 instalada dentro de um quartel militar em Barranquilla, no Caribe. O presidente Abelardo de la Espriella, de direita, usa o local para representar a aproximação com as forças de segurança e com a população.

Críticos chamam o prédio de 'Casa Branca da Temu', em referência à plataforma chinesa de produtos baratos. O espaço militar tem mais de 50 mil metros quadrados e é fechado ao público. Espriella negou, irritado, que a sede seja cópia da Casa Branca americana.

A oposição afirma que o projeto é uma encenação desnecessária e cara. Segundo os opositores, a iniciativa envolve centenas de deslocamentos aéreos e ocorre em momento de dificuldades nas contas públicas. Para eles, descentralizar o Estado exige políticas para as regiões, e não apenas viagens.

Espriella afirma que pretende descentralizar o governo ao despachar de diferentes pontos do país, incluindo Barranquilla, onde fica sua casa familiar. Na Colômbia, os poderes e as principais instituições estão concentrados na capital, Bogotá.

O casarão já recebeu visitas do chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, e da presidente da Costa Rica, Laura Fernández.

Em lojas do centro de Barranquilla, moradores reagem de formas diferentes. O comerciante de móveis Libardo Charris, 54 anos, diz que a costa e as regiões afastadas de Bogotá foram esquecidas. Já Gabriel Sánchez, 47 anos, comemora que o Caribe esteja mais visível com o governo.

Edwin Capaz Lectamo, do movimento indígena do Cauca, no sudoeste do país, afirma que há dois governos: o que aparece às câmeras e o que atua nos territórios. Segundo ele, há "abandono, com estigmatização, acusações e perseguição". O movimento mantém tensões com o governo.

A AFP pediu à Presidência detalhes sobre o funcionamento da sede, mas não obteve resposta até a publicação.

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