Campanha de Lula aciona TSE contra Meta por alcance de conteúdos e Meta AI
Coligação pede recomposição do alcance perdido e questiona tratamento dado a candidatos à Presidência
A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral contra a Meta, dona do WhatsApp, do Instagram e do Facebook, nesta quarta-feira (14). A campanha afirma que a empresa limita a distribuição de publicações petistas e favorece conteúdos ligados ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
No pedido, a coligação solicita a interrupção imediata das restrições que considera injustificadas. Também pede a remoção de perfis apontados como inautênticos e a recomposição, em dobro, do alcance que diz ter sido perdido. A campanha quer que a plataforma arque com esse custo. O pedido inclui um requerimento de tutela de urgência, pois a campanha alega que o prejuízo atinge a reta final da disputa.
Os advogados Gean Ferreira e Evelyn Santos, responsáveis pela ação, falam em "seletividade algorítmica". Segundo eles, publicações e anúncios da campanha de Lula, além dos conteúdos de seus apoiadores, sofrem restrições de entrega sem explicação clara. Ao mesmo tempo, perfis ligados a Flávio Bolsonaro recebem alcance acima do esperado.
Entre os exemplos citados está o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que a campanha descreve como um dos responsáveis pela divulgação da candidatura adversária. A petição sustenta que vídeos publicados por ele alcançam uma audiência desproporcional, o que, na visão da coligação, rompe a igualdade de condições entre os candidatos.
A ação também questiona a Meta AI, ferramenta de inteligência artificial disponível no WhatsApp. De acordo com a petição, o sistema recusou pedidos de imagens com referência a Lula, mas produziu materiais favoráveis a Flávio Bolsonaro. A coligação associa esse comportamento a uma atuação enviesada da ferramenta. O CartaCapital afirma ter testado o sistema e constatado que ele não trata as duas campanhas da mesma forma. O Metrópoles também relatou, em coluna própria, o bloqueio de imagens de Lula pela ferramenta.
Os textos consultados não trazem manifestação da Meta sobre as acusações.