Alckmin diz que Flávio Bolsonaro evita abrir sigilos e cobra transparência
Lula propôs quebra recíproca de sigilos, e o senador afirma não ter nada a esconder, sem confirmar adesão
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta quarta-feira (21) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresenta justificativas para não abrir seus sigilos. A declaração foi dada durante evento de campanha em São Paulo.
Alckmin reagia ao desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. Lula propôs a abertura pública dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos oito anos, de si mesmo e de familiares, condicionada a que Flávio faça o mesmo. Pela proposta, os dados de familiares e de empresas ligadas ao senador também seriam examinados.
Para o vice, o senador deve prestar contas. Ao comentar o caso, Alckmin afirmou: “Ele tá dando uma desculpa, né?”. Ele acrescentou que quem disputa a Presidência não pode recusar a transparência.
Na noite de domingo (18), durante o debate presidencial promovido pela Band, o estopim da disputa verbal foi um desafio de Lula a Flávio: que ambos, junto com seus familiares, liberassem a quebra de seus sigilos bancário e telefônico. Flávio respondeu que não tem nada a esconder, porém deixou em aberto se aceitaria a sugestão.
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