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Política40 min

The Economist vê disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro no 2º turno

Revista britânica cita medidas do governo, gastos de campanha online e estimativa de 82% de chance para Flávio.

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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Urna eletrônica brasileira, modelo 2020
Imagem ilustrativa: Urna eletrônica brasileira, modelo 2020. Foto: TSE - Tribunal Superior Eleitoral · Public domain · créditos

A revista britânica The Economist afirmou que o segundo turno da eleição presidencial deve ser o mais acirrado desde a redemocratização. O presidente Lula ficou atrás de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno.

Segundo o Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil, citado pela revista, Flávio aparece um ponto à frente de Lula nas intenções de voto do segundo turno. A consultoria Le Millénaire, sediada em Paris, estima em 82% a probabilidade de vitória de Flávio.

Desde o primeiro turno, Lula adotou medidas que a publicação classifica como drásticas. Entre elas, apoiou a redução da maioridade penal para crimes graves e pressionou o Congresso a aprovar o fim da escala 6x1. Prometeu ainda o perdão da dívida de pequenas empresas e transporte público gratuito nos fins de semana. O governo também reajustou o Bolsa Família e proibiu apostas esportivas. A revista afirma que pesquisas de opinião indicam algum efeito dessas medidas.

A Economist diz que Flávio reage às medidas do governo. Ele passou a votar a favor da redução da jornada de trabalho, tema que antes criticava. Em debate em 18 de outubro, afirmou que a criminalidade aumentou durante o terceiro mandato de Lula. A revista sustenta que a criminalidade caiu. Três dos quatro candidatos de direita eliminados no primeiro turno, que juntos tiveram 8% dos votos, declararam apoio a Flávio Bolsonaro.

A publicação ressalta que institutos de pesquisa no Brasil falharam repetidamente em captar o sentimento de direita, inclusive antes do primeiro turno, em 4 de outubro, quando as sondagens davam vantagem a Lula.

Segundo a revista, a campanha de Flávio gastou pelo menos US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões) para impulsionar conteúdo online antes do primeiro turno. A campanha de Lula gastou pouco menos de US$ 500 mil (cerca de R$ 2,5 milhões), mas distribuiu muitos adesivos com o rosto do candidato.

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