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Economia53 min

Arrecadação federal chega a R$ 239,4 bilhões em setembro, recorde para o mês

Receita sobe 5,62% acima da inflação ante setembro de 2025; no ano, os recolhimentos somam R$ 2,35 trilhões

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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Ilustração: gráfico de barras em alta e pilha de moedas
Ilustração: dadobruto.com · sobre as imagens

A arrecadação federal somou R$ 239,4 bilhões em setembro de 2026, segundo a Receita Federal, divulgada nesta quinta-feira (22). O valor é o maior já registrado para o mês desde 1995, início da série histórica.

Descontada a inflação, o montante cresceu 5,62% em relação a setembro de 2025. Em agosto, a arrecadação havia somado R$ 237,49 bilhões, também recorde para o mês, segundo a Receita. Na comparação entre agosto e setembro, a alta foi de 0,8%, já considerada a inflação.

A Receita atribui o resultado, principalmente, ao comportamento dos principais indicadores macroeconômicos. Entre os fatores citados estão o crescimento da arrecadação previdenciária, reflexo do aumento real da massa salarial, e a redução da desoneração da folha. A receita previdenciária chegou a R$ 64,6 bilhões no mês, alta real de 6,18%.

O Imposto de Exportação também contribuiu. Ele aumentou o recolhimento na linha de outras receitas administradas, que teve influência da Cide Remessas ao Exterior. O tributo sobre exportações somou R$ 13,32 bilhões em setembro, com alta de 21,1%.

O Imposto de Renda Retido na Fonte sobre ganho de capital (IRRF-Capital) também subiu. Ele totalizou R$ 12,06 bilhões no mês, com crescimento real de 9,68% em relação a setembro de 2025, segundo a Receita. Para o órgão, o avanço decorre de rendimentos maiores de títulos de renda fixa e da tributação de dividendos.

No acumulado de janeiro a setembro, a arrecadação federal chegou a R$ 2,35 trilhões, com alta real de 6,97% na comparação com o mesmo período de 2025. Os valores já descontam a inflação medida pelo IPCA, de acordo com a Receita. Os números divulgados por outros veículos variam conforme a base de correção usada e, por isso, o total do período não é o mesmo em todas as fontes.

Pela Receita, a melhora da atividade econômica sustenta o resultado do ano. Pagamentos atípicos de cerca de R$ 11 bilhões também entram na conta. No acumulado, o IRPJ cresceu com o desempenho do lucro presumido, das estimativas mensais e do ajuste anual.

A extração de petróleo e gás natural foi o setor com maior crescimento percentual no período. A arrecadação do segmento chegou a R$ 106,05 bilhões de janeiro a setembro, segundo o relatório mensal do Ministério da Fazenda, citado pelo Poder360. A Medida Provisória 1.340, de 2026, criou o tributo sobre a exportação de petróleo bruto, e a receita dele pesa de forma relevante nesse resultado.

O IRRF sobre rendimentos de capital somou R$ 131,15 bilhões no ano. A Receita vincula o desempenho aos títulos de renda fixa, aos juros sobre capital próprio e aos fundos de renda fixa. Em setembro, a arrecadação de títulos de renda fixa cresceu 28,81%, segundo o órgão.

A Receita não informou, nas fontes consultadas, a previsão para os próximos meses. Esta reportagem será atualizada caso o órgão ou o Ministério da Fazenda divulguem novos dados.

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