UE reafirma apoio a Zelensky enquanto EUA e Ucrânia divergem sobre sanções à Rússia
Trump critica ataques ucranianos a refinarias russas, e o Kremlin acusa Kiev de atrapalhar esforços de paz.
Os líderes da União Europeia manifestaram apoio ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, durante cúpula em Bruxelas nesta sexta-feira (16). O encontro acontece após atritos entre Kiev e Washington.
O acordo que flexibiliza sanções à Rússia em troca de fornecimento de diesel está no centro da crise. Zelensky classificou o acerto como "indigno" e disse que ele deve estimular Moscou a prosseguir com a guerra iniciada em fevereiro de 2022. Vários aliados europeus da Ucrânia também criticaram o entendimento, que busca reduzir o preço dos combustíveis nos Estados Unidos antes das eleições de meio de mandato.
O presidente Donald Trump afirmou que os ataques ucranianos a refinarias russas são "uma vergonha" e atribuiu a eles a alta dos preços mundiais de energia. O Kremlin acusou a Ucrânia de dificultar os esforços de paz dos Estados Unidos ao retomar esses ataques.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse que não é momento de retirar o apoio a Kiev nem de aliviar sanções contra Moscou. O primeiro-ministro dos Países Baixos, Rob Jetten, afirmou que a situação ucraniana é muito grave.
A Ucrânia também se queixou de interrupções no Starshield, sistema de satélites da SpaceX que as Forças Armadas usam para detectar ataques e coordenar a resposta na linha de frente. A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, afirmou que o Starlink é necessário para Kiev e que, no curto prazo, a Europa não tem como substituir essa capacidade. Governos e empresas europeias trabalham em opções de longo prazo.
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