Trump suspende parte de sanções à Rússia antes da entrada em vigor de lei
Decreto presidencial dispensa a aplicação de algumas punições previstas na legislação aprovada pelo Congresso americano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou sua autoridade presidencial para deixar de aplicar várias sanções contra a Rússia aprovadas recentemente pelo Congresso americano. Segundo a BBC, o decreto foi assinado na sexta-feira à noite e a lei entraria em vigor no domingo.
No decreto, Trump afirmou que é do interesse nacional dos Estados Unidos suspender algumas das punições. Ele sancionou a lei em setembro, e ela deveria começar a valer em 18 de outubro.
A medida vem poucos dias depois de Trump afirmar que os Estados Unidos importariam diesel russo, com o objetivo de reduzir os preços da energia no país antes das eleições de meio de mandato, em novembro. O plano provocou reação de parlamentares de ambos os partidos.
A lei leva o nome do senador republicano Lindsey Graham, da Carolina do Sul, morto em 11 de julho. Ele era um dos mais firmes defensores da Ucrânia em Washington. O texto mira a economia russa e concede a Trump amplos poderes para impor tarifas de até 100% aos cinco maiores compradores de petróleo e gás russos, com destaque para China e Índia.
A legislação também prevê sanções contra o presidente russo, Vladimir Putin, e autoridades do alto escalão do governo, além de bancos e outras instituições financeiras e da chamada frota fantasma de petroleiros usada para contornar sanções já existentes.
Na quinta-feira, um grupo bipartidário de 20 parlamentares americanos enviou carta pedindo que Trump respeite a nova lei. Eles defenderam sua aplicação integral e sem demora, e afirmaram que ela seria decisiva para levar Putin a conduzir negociações de paz com seriedade.
Na semana anterior, Trump informou que teve um telefonema com Putin e concordou em comprar diesel de Moscou. Aliados dos Estados Unidos criticaram a decisão, por temerem que ela ajude a Rússia em seu esforço de guerra. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou o acordo como um presente a Putin e um investimento em uma guerra que precisa terminar.
A resposta da Casa Branca às críticas não consta na matéria original.
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