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Mundo18h02

Satélite militar russo se aproxima de satélite comercial dos EUA usado pela Ucrânia

Empresas de monitoramento orbital dizem que a manobra durou vários dias e chegou a menos de cinco quilômetros.

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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Sede do Ministério da Defesa, na Esplanada dos Ministérios
Imagem ilustrativa: Sede do Ministério da Defesa, na Esplanada dos Ministérios. Foto: Senado Federal · CC BY 2.0 · créditos

O satélite militar russo Kosmos-2612 manobrou por vários dias a curta distância do ICEYE-X36, um satélite de radar comercial de uma empresa norte-americana que fornece imagens à Ucrânia. Segundo a empresa de monitoramento orbital LeoLabs, a aproximação não tem precedente entre satélites ativos de proprietários diferentes.

De acordo com a LeoLabs, o satélite russo fez uma série de manobras deliberadas entre 15 e 19 de outubro, a cerca de 540 quilômetros de altitude, alternando posições à frente e atrás do satélite americano. Em 16 de outubro, chegou a menos de cinco quilômetros e depois se afastou. Atualmente, está a mais de 100 quilômetros.

As fontes divergem sobre a distância. O Metrópoles informa que, em alguns momentos da semana, a separação era de cerca de 483 quilômetros, e que o satélite russo subiu de órbita entre 18 e 19 de outubro, ampliando o afastamento para mais de 400 quilômetros. As reportagens não conciliam os números.

O motivo da aproximação não foi confirmado. O Metrópoles cita como hipóteses a coleta de imagens ou dados do satélite americano e a possibilidade de transporte de um projétil. A Rússia não explicou a missão do Kosmos-2612, segundo a Mercopress. O astrofísico Jonathan McDowell afirmou que, se confirmado, seria o primeiro encontro conhecido em órbita baixa entre dois satélites ativos sem o consentimento de um dos operadores.

A Iceye disse estar ciente da situação e acompanhá-la de perto. O chefe do Comando Espacial da Alemanha, Michael Traut, afirmou que o satélite russo estava perseguindo o americano e alertou que esse tipo de manobra obriga os satélites a corrigir órbitas, gastando combustível e reduzindo a vida útil.

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