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Mundo18h02

Trump diz que será árbitro de recompensas em programa antifraude dos EUA

Pelo plano, denunciantes podem receber até US$ 30 mil; presidente afirmou que decidirá disputas entre quem enviar denúncias da mesma fraude.

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (20) que atuará como 'árbitro' das decisões do novo programa antifraude do Departamento de Justiça, que premia quem enviar denúncias levando a condenações ou a fiscalizações federais relevantes. Segundo o The Guardian, o anúncio foi feito na Casa Branca, ao lado do vice-presidente JD Vance.

Trump disse que decidirá quem merece a recompensa quando mais de uma pessoa denunciar a mesma suposta fraude. Ao prometer ser muito generoso, provocou risos na plateia. Ele afirmou que os valores serão pagos imediatamente, mas que caberá a ele definir a divisão em caso de disputa.

O programa oferece recompensa de até US$ 30 mil a quem apresentar informações na fase de acusação de um processo criminal. Hoje, a lei federal de denúncias 'False Claims Act' já paga de 15% a 25% das multas quando o governo intervém e processa ações contra pessoas e empresas por fraude financeira. Vance afirmou que o novo modelo amplia essas possibilidades, porque mais de 99% das fraudes identificadas no governo federal não são cobertas por essa lei.

Segundo Vance, a iniciativa busca estimular mais pessoas a denunciar casos como o do influenciador conservador Nick Shirley, que neste ano acusou centros de cuidado infantil administrados por somalis em Minnesota de fraude generalizada.

Trump também disse que, em alguns casos, denunciantes receberiam 1% do valor fraudado e poderiam ganhar 'milhões'. O site do Departamento de Justiça, porém, limita a recompensa a US$ 30 mil. O texto oficial também confere ao órgão 'poder discricionário' sobre as recompensas. Não está claro se Trump falava sério sobre seu papel de árbitro.

Trump afirmou ainda que jornalistas poderiam participar do programa, investigando e denunciando fraudes, desde que o veículo permitisse o recebimento do pagamento. O The Guardian pediu comentário ao Departamento de Justiça e à Casa Branca; a resposta não consta na matéria original.

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