Netflix demite cerca de 1.000 funcionários, 6% da força de trabalho
Cortes concentram-se em produto, tecnologia, jurídico e recursos humanos; empresa tinha cerca de 16 mil funcionários
A Netflix demite cerca de 1.000 funcionários, equivalentes a 6% de sua força de trabalho, segundo memorando interno obtido pela agência Reuters. É o maior corte de pessoal da empresa desde 2022.
A maior parte das demissões atinge as equipes de produto, tecnologia, jurídico e recursos humanos. A comunicação foi feita por e-mail enviado nesta quarta-feira (14) aos funcionários pelos copresidentes Greg Peters e Ted Sarandos.
No texto, os executivos afirmam que a missão de “entreter o mundo” é ambiciosa e exige disciplina na definição de prioridades de pessoal e de recursos. Eles dizem que o negócio segue sólido e em crescimento e que a empresa está no rumo de cumprir sua previsão para o ano.
As ações da Netflix acumulam queda de cerca de 25% neste ano, embora tenham subido 0,7% nesta quarta-feira. No fim do ano passado, a companhia tinha cerca de 16 mil funcionários.
A tentativa malsucedida de comprar os negócios de streaming e de estúdios da Warner Bros. Discovery, no começo do ano, levantou questionamentos sobre o rumo da empresa. Neste mês, a Paramount concluiu a compra da Warner por US$ 110 bilhões para formar a Skydance.
Ross Benes, analista sênior da eMarketer, afirma que a Netflix não encontrou outra fonte relevante de receita. Segundo ele, o modelo de assinaturas pode estar perto de um limite, e a empresa “precisará de outra fonte de receita para diversificar”.
A Netflix tenta ampliar seus negócios além das assinaturas, com investimentos em publicidade, programação ao vivo e eventos esportivos.
Em 2022, a empresa demitiu cerca de 450 pessoas em duas rodadas, depois de registrar a primeira queda de assinantes em mais de dez anos.