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Economia42 min

Citi e BCA rebaixam recomendação para ativos brasileiros após vitória de Lula

Bancos citam dúvidas sobre disciplina fiscal e reformas; Ibovespa caiu 13,9% na segunda-feira

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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Ilustração: Congresso Nacional, em formas geométricas
Ilustração: dadobruto.com · sobre as imagens

O Citigroup e a BCA Research rebaixaram na segunda-feira a recomendação para ativos brasileiros após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial. As instituições afirmam que a relação entre risco e retorno de ações, títulos e moeda piorou, porque investidores passaram a duvidar da disciplina fiscal e do avanço de reformas estruturais.

O Citi retirou a recomendação de sobrepeso em ações brasileiras e encerrou a posição comprada no real. Segundo o banco, os preços podem cair abaixo de níveis considerados justos, já que o mercado estava otimista antes do resultado. “Dado o resultado da eleição, encerramos nossa exposição ao risco no Brasil”, afirmou o Citi.

A BCA Research rebaixou o Brasil em relação aos demais mercados emergentes. A gestora disse que a vitória de Lula encerra a expectativa de um governo ortodoxo capaz de melhorar as contas públicas e o potencial de crescimento do país. Ela reduziu as ações brasileiras de neutras para abaixo da média, citando maior risco de inadimplência, crescimento mais fraco e pressão inflacionária por causa de uma moeda mais fraca. Os títulos em moeda local e o crédito soberano também foram rebaixados, de acima da média para abaixo da média, por causa da deterioração da dívida pública.

Os ativos brasileiros caíram com força na segunda-feira. O Ibovespa, da B3, recuou 13,9%, a maior queda em um único dia desde março de 2020. O real também perdeu valor frente ao dólar, mas a queda varia conforme a fonte: 8,41% em uma delas e mais de 11% em outra.

Estrategistas citados pelas instituições afirmam que a política fiscal pode ser mais flexível e que o avanço de reformas voltadas ao crescimento deve ser mais lento. Eles avaliam que o Congresso, com maioria de partidos de direita, deve limitar a agenda do governo.

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