Déficit em transações correntes cai para US$ 5,1 bi em setembro
Balança comercial registra superávit de US$ 6,9 bi e saldo acumulado em 12 meses recua para US$ 60 bi
O Brasil teve déficit de US$ 5,1 bilhões nas transações correntes em setembro, informou o Banco Central nesta segunda-feira (26). O resultado é 42% menor que o de setembro de 2025, quando o saldo negativo foi de US$ 8,8 bilhões.
No acumulado de 12 meses até setembro, o déficit somou US$ 60,0 bilhões, o equivalente a 2,33% do Produto Interno Bruto (PIB). Em agosto, o valor era de US$ 63,7 bilhões (2,50% do PIB). Em setembro de 2025, estava em US$ 78,4 bilhões (3,57% do PIB).
A balança comercial de bens teve superávit de US$ 6,9 bilhões no mês, contra US$ 2,5 bilhões em setembro de 2025. As exportações chegaram a US$ 34,6 bilhões, com alta de 12,9% na comparação anual. As importações somaram US$ 27,7 bilhões. As fontes divergem sobre a variação dessas compras: o Metrópoles e o Poder360 registram queda de 1,7%, enquanto a CNN Brasil informa elevação de 1,7%.
O déficit na conta de serviços subiu de US$ 4,8 bilhões para US$ 5,2 bilhões no mesmo período. Transportes, aluguel de equipamentos e propriedade intelectual puxaram a alta das despesas. As despesas líquidas com viagens internacionais chegaram a US$ 1,4 bilhão, aumento de 27,7%.
O saldo negativo em renda primária foi de US$ 7,2 bilhões em setembro, ante US$ 6,9 bilhões um ano antes. As despesas líquidas com lucros e dividendos subiram 13,9%, para US$ 5,1 bilhões. Já os gastos líquidos com juros caíram 12,2%, para US$ 2,2 bilhões.
O Investimento Direto no País (IDP) somou ingressos líquidos de US$ 11,3 bilhões em setembro, ante US$ 9,6 bilhões em setembro de 2025. Em 12 meses, o IDP acumula US$ 88,3 bilhões, o equivalente a 3,43% do PIB. Os investimentos em carteira registraram saídas líquidas de US$ 2,1 bilhões no mês, principalmente em ações e fundos.
As reservas internacionais fecharam setembro em US$ 362,8 bilhões, queda de US$ 9,8 bilhões em relação a agosto, quando estavam em US$ 372,6 bilhões. Segundo o Banco Central, variações nos preços de ativos responderam por US$ 3,7 bilhões da redução, e mudanças na paridade entre moedas, por US$ 2,5 bilhões. Vendas no mercado à vista e concessão líquida de linhas com recompra somaram outros US$ 4,0 bilhões. A receita de juros atuou no sentido contrário, com entrada de US$ 0,9 bilhão.
Os dados constam da nota de estatísticas do setor externo divulgada pelo BC. Nas parciais de outubro, até o dia 21, o fluxo comercial acumulava saldo positivo de US$ 3,878 bilhões.
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