PF deflagra oitava fase da Operação Unha e Carne contra lavagem em postos no RJ
Ação cumpre seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em sete cidades fluminenses
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (15/10) a oitava fase da Operação Unha e Carne. A ação mira uma organização criminosa armada suspeita de usar postos de combustíveis da Região Metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro.
Segundo a PF, o grupo conta com a participação de agentes públicos. Dados do Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), enviados à corporação, indicam que o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.
Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão, autorizados pela Justiça, em sete cidades: Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou as ordens referentes a policiais civis investigados.
Por determinação judicial, 112 empresas ligadas à rede tiveram bens e valores sequestrados e atividades suspensas. Desse total, 96 são postos de combustíveis que, de acordo com a investigação, serviam para dar aparência legal a recursos de origem criminosa.
A PF afirma que os investigados podem responder por organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel. A corporação diz que outros crimes podem surgir no decorrer das investigações.
A operação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela PF e conduzida conforme diretrizes do Supremo Tribunal Federal na ADPF 635. Segundo a fonte, o caso foi o tema principal da reunião de 6/10 entre a direção-geral da PF e o ministro Alexandre de Moraes, no STF.