Operação do MP-SP apura fraudes em contratos de turismo de Rio Claro e afasta dois secretários
Os dois secretários foram afastados por decisão judicial. A prefeitura diz que está à disposição das autoridades.
Uma operação do Gaeco, grupo do Ministério Público de São Paulo, cumpriu nesta quarta-feira (14) mandados de busca e apreensão em Rio Claro e em Mairiporã, na Grande São Paulo. A ação, batizada de Encenação, investiga contratos da Secretaria Municipal de Turismo de Rio Claro (SP). Por decisão judicial, o secretário Guilherme Pizzirani e o secretário-adjunto Marcelo Portes foram afastados dos cargos.
Segundo o Ministério Público, a investigação apura suspeitas de direcionamento de licitações, conluio, sobrepreço e uso indevido de bens públicos. Os fatos investigados ocorreram entre 2021 e 2026 e envolvem contratos para o Carnaval, a Páscoa e a encenação da Paixão de Cristo.
Os valores investigados são descritos de forma diferente pelas fontes. Uma reportagem afirma que somam cerca de R$ 2 milhões. Outra diz que ultrapassam esse montante.
O MP aponta indícios de favorecimento recorrente a uma empresa de cenografia. De acordo com a investigação, a suspeita é de que uma empresa ligada à gestão municipal tenha sido beneficiada. Também há suspeita de uso de veículos e maquinário da prefeitura para serviços atribuídos a empresas privadas, além do armazenamento de estruturas temáticas em um imóvel ligado à gestão municipal.
Em nota, a Prefeitura de Rio Claro afirmou que mantém compromisso com a transparência e a lisura dos atos públicos. Disse ainda que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. O MP informou que o procedimento tramita sob segredo de Justiça para preservar a coleta de provas.
A operação contou com apoio do 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (10º Baep) da Polícia Militar. O material apreendido será analisado, e a investigação segue em andamento.