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Dado BrutoDado Bruto
Brasil18h01

MPF pede prisão preventiva de policial militar acusado de matar estudante em SP

Acusação e boletim de ocorrência descrevem de forma diferente a abordagem que terminou com a morte de Marco Aurélio Cardenas Acosta.

Por Redação Dado Bruto · 14 out. 2026, 18h01 Fontes

O Ministério Público Federal pediu a prisão preventiva do policial militar Guilherme Augusto Macedo, acusado de matar o estudante Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos. O crime aconteceu em 20 de novembro de 2024, em um hotel da Vila Mariana, zona sul de São Paulo.

Segundo o MPF, o estudante buscou abrigo no saguão do hotel, onde foi alcançado por dois policiais. O órgão afirma que um dos agentes chutou o jovem, que estava sem camisa e desarmado, e que Macedo atirou à curta distância contra o abdômen dele. Para o MPF, a conduta vai além de uma atuação policial excessiva e justifica a prisão preventiva.

O relato do Ministério Público difere do registrado em boletim de ocorrência obtido pela CNN Brasil. Pelo documento, os policiais atenderam a um chamado no local e afirmaram que o estudante estava alterado e agressivo, resistiu à abordagem e tentou pegar a arma de um dos agentes. Nesse momento, segundo o registro, um policial disparou.

O estudante foi levado ao Hospital Ipiranga e morreu. O caso foi registrado como homicídio decorrente de intervenção policial. A pistola usada no disparo foi apreendida e o local passou por perícia, segundo o boletim.

Segundo o Metrópoles e a CNN Brasil, a defesa dos policiais não se manifestou até a publicação. As duas redações informaram que tentaram contato e que o espaço segue aberto para resposta.

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