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Brasil18h01

Cataratas do Iguaçu passam de 15 milhões de litros por segundo e cobrem passarela

Vazão é cerca de dez vezes a média histórica; recorde de 2014, com 46 milhões de litros por segundo, não foi superado

Por Redação Dado Bruto · 14 out. 2026, 18h01 Fontes

As Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu (PR), registraram nesta quarta-feira (14) uma vazão que ultrapassou 15 milhões de litros de água a cada segundo. A cheia do Rio Iguaçu faz a água passar por cima da passarela de acesso às quedas, interditada desde domingo (11).

Segundo a Urbia+Cataratas, concessionária que administra a visitação no Parque Nacional do Iguaçu, o volume medido foi de 15,8 milhões de litros por segundo, o que equivale a 15.800 metros cúbicos. O Metrópoles informa apenas que o valor ficou acima de 15 milhões. A empresa retirou parte das grades de proteção do trecho, e vídeos publicados por veículos mostram a água cobrindo a passarela.

A elevação decorre das chuvas intensas na bacia do Rio Iguaçu nos últimos dias. Na manhã de segunda-feira (12), a vazão chegou a 11,8 milhões de litros por segundo, maior marca do ano até aquele momento, segundo o Metrópoles e o Correio Braziliense. Já no domingo (11), quando a passarela foi fechada, o volume estava em 8,8 milhões, de acordo com o Correio.

A média histórica das Cataratas é de 1,5 milhão de litros por segundo, conforme o Metrópoles e o Correio. Pelo valor informado pela concessionária, a vazão desta quarta é mais de dez vezes superior a essa média.

Além da passarela, os caminhos do Poço Preto e das Bananeiras estão fechados temporariamente. A Trilha das Cataratas e os mirantes liberados seguem abertos aos visitantes.

A Urbia+Cataratas informou que a passarela será reaberta quando o rio permitir visitação segura, mas não definiu prazo. A empresa e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) acompanham a vazão de forma contínua. O público deve consultar os canais oficiais do parque antes de planejar a visita.

Mesmo com a cheia, o volume ficou abaixo do recorde histórico, registrado em 2014, quando a vazão atingiu 46 milhões de litros por segundo. Segundo o UOL e o Metrópoles, esse valor é quase três vezes o medido nesta quarta-feira.

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