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Dado BrutoDado Bruto
Brasil10h33

Justiça mantém preso tenente-coronel réu por feminicídio em SP

Juíza cita risco a testemunhas e rejeita pedido da defesa, que alegava que o oficial não matou a esposa

Por Redação Dado Bruto · 15 out. 2026, 10h33 Fontes

A Justiça de São Paulo negou o pedido de liberdade do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto nesta terça-feira (13). Ele é réu pelo feminicídio da esposa, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos.

A juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro, da 5ª Vara do Júri, entendeu que continuam presentes os motivos da prisão preventiva, sobretudo o risco de interferência em depoimentos de testemunhas. Segundo a decisão, o próprio réu admitiu, no interrogatório judicial, ter telefonado ao batalhão onde trabalhava a policial militar Sheila Aparecida Magrini, amiga da vítima, para apresentar sua versão dos fatos.

A defesa havia pedido a soltura, alegando que as testemunhas já tinham sido ouvidas, e propôs medidas cautelares alternativas. A magistrada rejeitou o argumento. Ela afirmou que, em eventual júri popular, testemunhas poderão depor diante dos jurados, inclusive as que estão sob medidas de proteção.

O Ministério Público de São Paulo se manifestou contra a soltura, posição também defendida pelos advogados da acusação. No interrogatório, em 5 de outubro, o oficial disse que não matou a esposa e afirmou estar preso injustamente há 202 dias. A prisão preventiva começou em 18 de março, um mês após a morte da soldado.

As fontes divergem sobre o local da morte: uma informa o Brás, a outra, o centro paulistano. O processo segue para as manifestações finais das partes.

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