Palantir afirma que não consegue desligar à distância IA usada pela Otan
Empresa diz que clientes mantêm o controle operacional do Maven Smart System, após restrições ao Starshield na Ucrânia
A Palantir afirma que não consegue desligar à distância o Maven Smart System, plataforma de inteligência artificial que a Otan usa em decisões militares. A posição foi exposta pelo executivo Louis Mosley, vice-presidente da empresa para Reino Unido e Europa, em entrevista à Reuters nesta semana.
Segundo Mosley, os compradores mantêm o controle operacional do software. A declaração vem após a Ucrânia relatar restrições ao Starshield, serviço militar baseado na constelação Starlink, da SpaceX. O episódio reacendeu preocupações europeias com a dependência de fornecedores americanos. A garantia parte da própria empresa e não é uma verificação técnica independente.
Conforme a Otan, a plataforma combina sistemas de comando e controle e é compatível com modelos de diversos fornecedores, entre eles a francesa Mistral e a norte-americana Meta. Seu propósito é reunir aplicações de inteligência artificial que consolidam dados de inteligência, auxiliam o planejamento e aprofundam o entendimento do cenário de combate.
Em 25 de março de 2025, a Agência de Comunicações e Informação da Otan e a Palantir finalizaram a compra; o montante pago não foi divulgado. Por meio de um comunicado de agosto de 2026, a aliança afirmou que, em 22 de junho, o sistema alcançou plena capacidade técnica operacional e recebeu aprovação de segurança para atuar na sua rede classificada.
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