Falhas graves em PHP levam sites a sair do ar e governos pedem correção urgente
Vulnerabilidades encontradas com ajuda de IA permitem assumir servidores sem autenticação; atualizações saíram na quarta-feira (21/10).
Falhas de segurança na linguagem de programação PHP, usada em sites de todo o mundo, levaram governos e organizações a tirar páginas do ar na quarta-feira (21/10). Os problemas foram identificados com ferramentas de inteligência artificial e podem permitir que invasores controlem servidores sem autenticação.
Segundo as reportagens, a brecha também pode expor dados confidenciais. Pesquisadores das empresas Calif e Wiz participaram da descoberta. Os desenvolvedores do PHP lançaram atualizações de correção no mesmo dia e pediram que os usuários as instalem imediatamente.
Como forma de prevenção, a Wikimedia, organização por trás da Wikipédia, tirou do ar diversos de seus sistemas. Além disso, a BBC, a agência holandesa de cibersegurança, a prefeitura de Edimburgo e o governo finlandês também suspenderam temporariamente suas páginas na internet. Conselhos e autoridades de saúde da Escócia seguiram a mesma linha.
A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos orientou as organizações que usam PHP a desligar seus sistemas caso não consigam corrigir a falha de imediato. O Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido recomendou verificar a existência de portas traseiras instaladas por invasores. No Japão, a primeira-ministra Sanae Takaichi pediu que sites públicos fossem checados e afirmou que a suspensão temporária pode reduzir o risco.
A Amazon disse ter sofrido múltiplas tentativas de ataque dias antes da divulgação pública da vulnerabilidade. Não se sabe como os hackers tomaram conhecimento da falha.
O pesquisador Salil Kanhere, da UNSW Sydney, afirma que novas tentativas de exploração são prováveis nas próximas semanas, porque os detalhes técnicos foram divulgados. Segundo ele, "os problemas subjacentes não eram novos; o que mudou foi nossa capacidade de encontrá-los".
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