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Burla de proibições a redes sociais por jovens é sinal, afirma artigo da MIT

Autores argumentam que bloqueios por idade falham, expõem dados pessoais e empurram menores a plataformas menos seguras.

Por Redação Dado Bruto · 16 out. 2026, 07h05 Fontes
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Um artigo da MIT Technology Review, publicado em 16 de outubro de 2026, defende que a facilidade com que adolescentes contornam proibições de redes sociais deve ser lida como sinal das limitações dessas medidas, e não como um problema a ser resolvido.

O texto cita a França, que restringiu o acesso de menores de 15 anos a grandes plataformas, mas teve a medida bloqueada pela principal corte do país por motivos de direitos humanos. O Reino Unido pretende proibir menores de 16 anos em 2027, e a União Europeia anunciou plano para menores de 15.

Segundo um estudo publicado neste ano, quatro em cada cinco adolescentes menores de 16 anos entraram em plataformas bloqueadas na Austrália, que aplica a regra desde 2024. Os jovens usaram táticas como documentos de irmãos e barbas falsas desenhadas no rosto.

Alguns defensores das proibições pedem fiscalização mais rígida contra esses desvios. Os autores discordam: para eles, a burla mostra os limites das restrições, que reduzem o acesso a informações essenciais para o desenvolvimento, a identidade e a socialização na adolescência.

Fechar brechas na verificação de idade, segundo o artigo, pode levar menores a espaços menos moderados e com mais riscos. A verificação também exige que todos os usuários enviem dados sensíveis. O texto lembra que a Discord informou que um serviço terceirizado usado para confirmar idade, o 5CA, foi comprometido em 2025, expondo ao menos 70 mil imagens de documentos de identidade.

Projetos de lei em Michigan e Utah tentaram restringir o uso de VPNs, e o de Utah está bloqueado por um tribunal federal. Para os autores, exigir prova de idade para usar VPNs anula a função de privacidade dessas ferramentas, o que pode afetar jornalistas e defensores de direitos humanos.

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