Fundador do Cal AI credita sucesso viral a campanhas com influenciadores pagos
Zach Yadegari, de 19 anos, detalhou a estratégia no TechCrunch Disrupt; a empresa foi comprada pela MyFitnessPal em março
Zach Yadegari, de 19 anos, fundador do aplicativo de contagem de calorias com inteligência artificial Cal AI, explicou na quinta-feira (15) como a empresa ganhou fama na internet. Segundo o TechCrunch, ele falou sobre o tema no evento TechCrunch Disrupt.
A startup foi criada em 2024 e cresceu principalmente com a contratação de um grande número de influenciadores para divulgar a marca. De acordo com Yadegari, a empresa gerou mais de US$ 30 milhões em receita em dois anos. Em março, a MyFitnessPal comprou o Cal AI por um valor não revelado.
Yadegari afirmou que um dos primeiros sinais de sucesso veio de uma publicação de um influenciador, que trouxe cerca de mil novos usuários em dois dias. A partir daí, a equipe passou a contratar influenciadores o mais rápido possível e a pagá-los para publicar sobre o app.
Segundo ele, o resultado seguia um padrão previsível: cada publicação atingia certo número de pessoas, e parte delas se tornava usuária. A empresa negociava valores com cada criador de conteúdo, com pagamento vinculado a um alcance mínimo. Yadegari disse que muitos influenciadores são "broke college kids" que "just want cash", termo que pode ser traduzido como estudantes sem dinheiro que querem apenas ganhar dinheiro.
Outro fator, segundo o fundador, foi escolher criadores com comunidades bem definidas, cujo alcance pudesse ser medido. Ele também atribuiu parte de sua trajetória ao apoio da família, que estava presente na plateia. Sobre a faculdade, afirmou: "I think the only real reason to go to college is if you want to have a fun social time as a kid and be with other people", ou seja, que a universidade valeria principalmente pela convivência social.
Yadegari também lançou neste mês a Persona, uma startup de agentes de inteligência artificial que já captou US$ 10 milhões. Segundo ele, o assistente pessoal da empresa poderá funcionar em qualquer lugar com conexão à internet, por meio de iMessage, aplicativos, e-mail e ligações telefônicas. Ele disse ainda que a companhia pretende construir um ecossistema de hardware em torno do aplicativo.
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