PSB e PDT declaram apoio à reeleição de Hugo Motta na presidência da Câmara
Centrão reforça bloco de apoio ao atual presidente, enquanto o PL, com 121 deputados, avalia candidatura própria
Nesta quarta-feira (21), PSB e PDT anunciaram que vão apoiar a recondução do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara dos Deputados. As duas siglas publicaram uma nota em conjunto. Motta encontrou-se com as bancadas de PSB e PDT na sede nacional do PSB, em Brasília.
A votação para presidente da Casa é secreta. Por isso, o anúncio dos partidos não garante que todos os parlamentares sigam a orientação de suas siglas, segundo as reportagens sobre o tema.
Na nota, as legendas dizem reconhecer “avanços na agenda legislativa de interesse do povo brasileiro” e o compromisso de Motta com as prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os temas citados estão o fim da escala 6x1, a reforma tributária e medidas para os Microempreendedores Individuais (MEIs). O texto também afirma que a reeleição contribuiria para a “estabilidade institucional”.
O documento avalia que a Câmara passou a ter composição mais à direita. Segundo a nota, a formação de uma maioria com o “centro democrático” é necessária para garantir governabilidade e preservar o equilíbrio entre os Poderes.
A adesão de PSB e PDT engrossa o grupo formado por partidos do centrão. Por meio de comunicado divulgado na quarta-feira (14), União Brasil, PP, Republicanos, MDB, PSDB, Cidadania, Podemos, PSD e Solidariedade resolveram sustentar a permanência de Motta no cargo. A contagem de legendas do bloco não é uniforme: uma reportagem menciona nove partidos, enquanto outra cita dez.
O PL elegeu 121 deputados nas eleições de 4 de outubro e formou a maior bancada da Casa. Segundo a CNN Brasil e o G1, o partido ainda não definiu se apoiará a reeleição de Motta ou se lançará candidatura própria. A CNN Brasil cita o vice-presidente da Câmara, Altineu Cortês (PL-RJ), como um dos nomes discutidos internamente.
Os partidos do centrão buscam manter o controle da Casa diante do crescimento da direita, sobretudo do PL, segundo o G1. A Folha também registra que o movimento do PSB e do PDT ocorre em reação à possibilidade de o PL comandar a Câmara a partir de 2027.
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