María Corina afirma que EUA a excluíram de negociações em Caracas
Departamento de Estado nega a exclusão e diz que o partido da opositora foi convidado para as conversas.
Em entrevista ao The New York Times, divulgada nesta sexta-feira (16), a principal líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, disse que foi deixada de fora pelos Estados Unidos nas conversas feitas nesta semana em Caracas.
O Departamento de Estado dos EUA contestou a versão. Segundo o órgão, o partido da opositora foi convidado para as conversas. Também afirmou que ela tem direito de entrar na Venezuela quando quiser.
Na entrevista, María Corina disse que pretende voltar ao país "antes do que imaginam", sem informar data. As negociações reuniram o governo da presidente interina, Delcy Rodríguez, e setores da oposição.
Machado também fez críticas a Alejandro Betancourt, empresário associado a um pacto com a gestão de Donald Trump que lhe daria o controle de aproximadamente 20% das jazidas de petróleo do país. Segundo ela, ele é "um dos principais culpados pelo sofrimento" dos venezuelanos, e afirmou que ele não seria um parceiro viável em um governo que ela comandasse ou apoiasse.
Apesar disso, ela disse que contratos já firmados serão respeitados, desde que cumpram a legislação venezuelana. Segundo ela, o país precisa oferecer segurança, estabilidade e legitimidade para atrair investimentos.
María Corina cobrou que responsáveis por violações de direitos humanos respondam à Justiça e propôs a criação de uma comissão da verdade independente. "As pessoas exigem justiça", afirmou.
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