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Trabalho infantil cai 9,2% em 2025 e atinge 1,499 milhão de jovens

Casos nas piores formas de trabalho somam 525 mil, menor número da série iniciada em 2016

Por Redação Dado Bruto · 16 out. 2026, 10h39 Fontes
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O Brasil tinha 1,499 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em trabalho infantil em 2025, segundo o IBGE. O número representa 4% dessa faixa etária e recuou 9,2% em relação a 2024.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (16). É o menor patamar desde 2016, primeiro ano da série histórica. Naquele ano, o país somava 2,1 milhões de crianças e adolescentes nessa condição, o equivalente a 5,2% da população de 5 a 17 anos.

O IBGE considera trabalho infantil a atividade econômica remunerada ou a produção para consumo próprio realizada por crianças de até 13 anos. Entre 14 e 17 anos, a classificação segue as regras da legislação: aos 14 e 15 anos, só é permitido o trabalho como aprendiz; aos 16 e 17, o trabalho é autorizado com restrições, como a proibição de atividades insalubres, perigosas e noturnas.

Dentro do total, 525 mil pessoas estavam nas piores formas de trabalho infantil, categoria definida pela Lista TIP, prevista no Decreto 6.481, de 2008. Esse grupo caiu 6,3% em relação a 2024, quando somava 560 mil. Frente a 2016, quando eram 919 mil, a redução chega a 42,9%.

A concentração por idade cresce com a faixa etária. Entre 5 e 13 anos, são 280 mil casos, ou 1,1% do grupo. Na faixa de 14 e 15 anos, são 348 mil, equivalentes a 5,9%. Entre 16 e 17 anos, somam 871 mil, ou 14,5%.

Os meninos representam 65,4% do total. Crianças e adolescentes pretos ou pardos somam 67%. Em números absolutos, o Sudeste concentra o maior contingente, com 481 mil casos, seguido por Nordeste, com 408 mil. Já o Norte tem a maior proporção, de 6,3% da população jovem local, enquanto o Sudeste registra a menor, de 3,3%.

Entre os beneficiários do Bolsa Família, a taxa de crianças e adolescentes em trabalho infantil é de 4,4%, contra 4% no total da população. A diferença era maior em 2016, quando o índice entre beneficiários chegava a 7,3%, ante 5,2% no conjunto.

Os adolescentes de 16 e 17 anos que estavam em trabalho infantil frequentavam a escola em proporção de 79,6%. No grupo total da mesma idade, o índice é de 89,6%. Entre todas as crianças e adolescentes de 5 a 17 anos, a taxa de escolarização é de 97,5%, segundo as fontes.

Piores formas de trabalho infantil caem a 525 mil em 2025
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Fonte: dados citados nas reportagens listadas abaixo. Gráfico do Dado Bruto.

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