Groenlândia nega exploração em larga escala de petróleo citada por Trump
Vice-ministro de Mineração diz que atividades na ilha são pequenas e podem levar anos para operar
O governo da Groenlândia rejeitou a afirmação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a ilha está perto de iniciar extração em grande escala de petróleo e outros recursos. O vice-ministro de Mineração, Jørgen Hammeken-Holm, disse à CNN nesta quarta-feira (14) que as atividades atuais são de pequeno porte.
Hammeken-Holm reconheceu a presença de empresas americanas no território, mas afirmou que os projetos estão longe da dimensão apresentada por Trump. Segundo ele, as iniciativas em andamento podem levar anos até entrar em operação.
Mais cedo, na rede social Truth Social, Trump citou especialistas que, segundo ele, apontam uma quantidade de petróleo de fácil acesso maior que a de quase qualquer outro lugar do mundo. Ele associou o interesse na ilha à segurança dos Estados Unidos e da Europa. Trump também afirmou que qualquer ataque aos EUA passaria pela Groenlândia, onde o sistema de defesa interceptaria drones e mísseis.
Em setembro, Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia fecharam um acordo para reduzir tensões após as ameaças de Trump de anexar a ilha. Os relatos divergem sobre o alcance do texto. O Metrópoles afirma que o acordo garante aos EUA controle permanente sobre a segurança e outras necessidades do território. A CNN atribui essa expressão a Trump e diz que o documento começa reconhecendo a soberania dinamarquesa e o direito dos groenlandeses à autodeterminação.
A CNN informou que procurou a Casa Branca, o gabinete do primeiro-ministro da Dinamarca e a Autoridade de Recursos Minerais da Groenlândia, mas não detalhou respostas.