Trump diz não saber de volta de María Corina à Venezuela e apoia Delcy
Rubio credita o retorno da opositora a negociações apoiadas pelos EUA, mas fontes divergem sobre a autorização de Washington.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou no domingo (25) não saber da volta da opositora María Corina Machado à Venezuela. Ela chegou a Caracas e foi recebida por apoiadores.
Trump também sinalizou que continuará apoiando a líder interina, Delcy Rodríguez (PSUV). Na Casa Branca, disse: “Ela é uma mulher muito simpática, mas estamos indo muito bem na Venezuela”. Ele elogiou María Corina, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, que estava havia cerca de dez meses no exílio.
Uma pessoa ouvida pela agência Reuters, citada pela Folha, afirmou que o retorno foi coordenado com os governos dos EUA, do Panamá e da Colômbia. Segundo essa pessoa, Trump autorizou a volta e foi mantido informado. A Casa Branca e o Departamento de Estado não se manifestaram. A reportagem do Poder360 também avalia que Washington pode ter autorizado o retorno, já que não houve sinais de ação das forças de segurança venezuelanas no domingo.
O secretário de Estado, Marco Rubio (Partido Republicano), escreveu no X que as condições para o retorno seguro da opositora resultam diretamente das negociações de reconciliação apoiadas por Washington.
Em janeiro de 2026, forças norte-americanas capturaram o presidente Nicolás Maduro. Delcy Rodríguez, então vice-presidente, assumiu a liderança do país e se aproximou de Washington. Em setembro, ela afirmou na Assembleia Geral da ONU que a Venezuela fará eleições presidenciais, sem informar data. Trump disse, também em setembro, que o país ainda não estava preparado para votar.
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