EUA proíbem veículos da chinesa BYD na base aérea de Kadena, no Japão
Medida vale para todos os carros da marca, inclusive particulares, e é justificada por risco de vazamento de informações
A Força Aérea dos Estados Unidos proibiu a entrada de veículos fabricados pela montadora chinesa BYD na base aérea de Kadena, na ilha japonesa de Okinawa, segundo o The Guardian. A restrição entrou em vigor nesta semana e foi confirmada pelas forças militares americanas no Japão na terça-feira (27).
A proibição abrange todos os carros da marca, inclusive os de propriedade privada, além de táxis e veículos de entrega. Os seguranças nos portões da base foram instruídos a barrar esses veículos e a orientar os motoristas a retornar.
Em comunicado, a tenente-coronel Alli Stormer, porta-voz da 18ª Ala da Força Aérea em Kadena, afirmou que esses veículos representam um risco inaceitável e impossível de mitigar para o pessoal e para a missão. Segundo a reportagem, as autoridades militares não identificaram uma ameaça específica.
A medida ocorre em meio à preocupação com possíveis vazamentos de informações por meio de tecnologias embarcadas, como câmeras, sensores e dispositivos GPS. A base é a maior da Força Aérea americana no leste asiático e abriga o sistema de mísseis Typhon.
Em junho, o Pentágono incluiu a BYD em uma lista de 188 empresas chinesas que, segundo o órgão, têm vínculos com o Exército da China. Pequim protestou contra a decisão. Em 2018, o Departamento de Defesa já havia proibido, em bases militares no mundo, a venda e o uso de celulares das fabricantes Huawei e ZTE.
A BYD ultrapassou a Tesla como maior vendedora mundial de veículos elétricos a bateria em 2025 e vem ampliando sua presença no exterior. No Japão, lançou em julho o minicarro elétrico Racco. A empresa não se manifestou publicamente sobre a proibição até a publicação da matéria original.
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