Jordânia bombardeia alvos no sul da Síria após ataque a igreja
Governo sírio diz que foi informado do ataque apenas depois e fecha passagem de fronteira com a Jordânia
A Jordânia bombardeou na segunda-feira o que disse serem «organizações terroristas» no sul da Síria, em retaliação a um ataque armado contra um funeral cristão que deixou nove mortos. Segundo a BBC, autoridades de saúde sírias afirmam que cinco pessoas morreram no bombardeio a um povoado na província de Daraa.
Entre os mortos, segundo as autoridades sírias, há mulheres, crianças e um idoso. O Exército jordaniano afirmou que seus caças mataram e feriram «vários terroristas», sem dar mais detalhes.
O governo jordaniano disse ter feito a operação em coordenação com Damasco. O governo sírio, porém, afirmou não ter sido notificado do ataque.
Em resposta, a Síria fechou a passagem de fronteira de Nassib, a única para passageiros e cargas entre os dois países. Em comunicado divulgado pela imprensa estatal, as autoridades sírias afirmaram ter suspendido todo o tráfego nos dois sentidos e aberto «canais diretos de comunicação» com autoridades jordanianas. Também anunciaram investigações sobre as circunstâncias do ataque.
O ataque ao funeral ocorreu na sexta-feira, em uma igreja ortodoxa grega em Karak, na Jordânia. Além dos nove mortos, 34 pessoas ficaram feridas.
Mais cedo na segunda-feira, altos funcionários de segurança afirmaram que forças jordanianas prenderam dois irmãos e um cunhado suspeitos de envolvimento no atentado. Segundo a Diretoria de Segurança Pública, os suspeitos estavam escondidos em uma casa abandonada em Karak, antes do amanhecer. O ministro do Interior, Mazen al-Faraya, disse à TV estatal que todos os atacantes são jordanianos e estavam escondidos em um prédio em uma aldeia próxima ao local do ataque.
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