Parlamentares dos EUA cobram explicações da Meta sobre eleição no Brasil
Carta cita restrições à campanha de Lula e recomendações favoráveis a Flávio Bolsonaro; empresa nega favorecimento
Um grupo de 13 parlamentares dos Estados Unidos enviou nesta quinta-feira (22) uma carta ao presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, cobrando explicações sobre tratamento desigual às campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no Brasil.
A carta foi enviada três dias antes do segundo turno, marcado para domingo (25). Os congressistas querem saber se a moderação de conteúdo, a recomendação de publicações e a inteligência artificial da empresa prejudicaram conteúdos ligados a Lula ou favoreceram os de Flávio.
Entre os casos relatados figura a suspensão da conta publicitária de Lula no Facebook, ocorrida em 23 de setembro, quando faltavam 11 dias para o primeiro turno. Além disso, o impulsionamento de postagens no Instagram foi bloqueado nos dias 9 e 10 de outubro. Segundo estimativa da campanha petista, a limitação alcançou aproximadamente 1,3 milhão de pessoas.
Os parlamentares também mencionam relatos de funcionários da Meta sobre recomendações que teriam beneficiado o perfil de Flávio Bolsonaro e um canal de WhatsApp ligado à candidatura.
A carta menciona ainda denúncias de que a IA da empresa recusou pedidos de imagens relacionados a Lula, mas atendeu solicitações semelhantes envolvendo Flávio.
A Meta nega favorecer qualquer candidato. Segundo a empresa, os episódios têm causas técnicas distintas e erros não intencionais. Ela afirma ter adotado medidas para corrigir os problemas e garantir tratamento igual às duas candidaturas.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) multou a Meta em 15 de outubro e determinou tratamento isonômico às duas campanhas na distribuição e na recomendação de conteúdos políticos. Quatro dias depois, a penalidade foi elevada, por causa do descumprimento das determinações judiciais, segundo a carta dos parlamentares.
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