Caso Meta e eleições 2026
9 desdobramentos, do mais recente ao mais antigo. Último: 22 out. 2026, 21h41.
A Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, vem sendo alvo de decisões judiciais, reclamações sobre moderação e cobranças políticas, com reflexos nas eleições de 2026 nos EUA e no Brasil. No Brasil, a disputa com a campanha de Lula no contexto do segundo turno, marcado para 25 de outubro, é o ponto mais recente do caso.
O caso reúne episódios recentes envolvendo a Meta em três frentes: a relação com o governo dos Estados Unidos, processos judiciais nos próprios EUA e a disputa sobre a eleição presidencial brasileira.
Nos EUA, o chefe de políticas globais da Meta, Joel Kaplan, anunciou que deixará a empresa após mais de 15 anos. Segundo o comunicado da companhia, ele permanecerá no cargo até as eleições de meio de mandato, em 3 de novembro, e sairá no ano seguinte. Kaplan, ligado ao Partido Republicano, conduziu a aproximação da empresa com o governo de Donald Trump e liderou, em janeiro de 2025, mudanças nas regras de moderação, como o fim da checagem de fatos por organizações independentes nos Estados Unidos.
Na Justiça, a Meta foi condenada pelo Novo México a pagar US$ 25 bilhões ao estado, em processo ligado ao caso Cambridge Analytica. Antes, em setembro, um júri havia concluído que a empresa cometeu mais de 43 milhões de violações da lei estadual de proteção ao consumidor. O juiz Francis Mathew fixou a penalidade nesta quarta-feira (21). A empresa afirma que vai recorrer. Ainda em 21/10, a companhia informou lucro líquido de US$ 9,86 bilhões no terceiro trimestre de 2026, mas o lucro ajustado por ação ficou abaixo da projeção, o que a empresa atribui a uma cobrança de cerca de US$ 10 bilhões ligada a um acordo com estados dos EUA sobre dependência de adolescentes em redes sociais.
Na eleição brasileira, a Meta restringiu no Brasil o episódio "Flavinho de Papai", da série Revelando, apresentado pelo cantor MC Cabelinho e sobre Flávio Bolsonaro. A plataforma citou sua regra sobre conteúdo eleitoral feito com inteligência artificial. A equipe do programa nega o uso de IA e diz que a série é jornalística. O vídeo completo segue disponível no YouTube.
A campanha de Lula também aponta problemas com a Meta. Segundo a campanha, a conta publicitária de Lula no Facebook foi suspensa em 23 de setembro, e o impulsionamento de postagens no Instagram foi bloqueado nos dias 9 e 10 de outubro, alcançando, segundo estimativa petista, cerca de 1,3 milhão de pessoas. Em 22/10, 13 parlamentares dos EUA enviaram carta a Mark Zuckerberg cobrando explicações sobre tratamento desigual às campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro. A empresa nega favorecimento. No mesmo dia, Lula afirmou que a Meta precisa ser reinventada e não pode enganar a humanidade, e defendeu a regulamentação das plataformas digitais. A campanha petista mantém disputa com a Meta no Tribunal Superior Eleitoral.
Linha do tempo
- 23/09A conta publicitária de Lula no Facebook é suspensa, quando faltavam 11 dias para o primeiro turno. Leia a matéria
- 09 e 10/10O impulsionamento de postagens de Lula no Instagram é bloqueado, segundo a campanha petista. Leia a matéria
- set.Júri do Novo México conclui que a Meta cometeu mais de 43 milhões de violações da lei de proteção ao consumidor. Leia a matéria
- 20 ou 21/10Joel Kaplan anuncia que deixará a Meta após mais de 15 anos; as fontes divergem sobre a data do anúncio. Leia a matéria
- 21/10Juiz do Novo México condena a Meta a pagar US$ 25 bilhões ao estado; a empresa diz que vai recorrer. Leia a matéria
- 21/10A Meta divulga lucro líquido de US$ 9,86 bilhões no terceiro trimestre e eleva o gasto com IA. Leia a matéria
- 22/10A Meta restringe no Brasil o vídeo do Revelando sobre Flávio Bolsonaro, citando regra sobre conteúdo eleitoral com IA. Leia a matéria
- 22/1013 parlamentares dos EUA cobram explicações de Zuckerberg sobre tratamento desigual às campanhas no Brasil. Leia a matéria
- 22/10Lula diz que a Meta precisa ser reinventada e não pode enganar a humanidade. Leia a matéria
O que se sabe
- Joel Kaplan deixará a Meta após mais de 15 anos e permanecerá no cargo até as eleições de meio de mandato dos EUA, em 3 de novembro.
- A Justiça do Novo México condenou a Meta a pagar US$ 25 bilhões ao estado, e a empresa afirma que vai recorrer.
- A Meta restringiu no Brasil o vídeo do Revelando sobre Flávio Bolsonaro, com base em sua regra sobre conteúdo eleitoral feito com IA.
- A campanha de Lula relata suspensão de conta publicitária e bloqueio de impulsionamento; a Meta nega favorecimento.
- A campanha de Lula mantém disputa com a Meta no TSE.
O que ainda falta
- Os parlamentares dos EUA aguardam resposta de Mark Zuckerberg à carta enviada em 22/10.
- Ainda não há decisão do TSE sobre a disputa entre a campanha de Lula e a Meta.
- A Meta afirmou que vai recorrer da condenação no Novo México.
Atualizado em 22 out. 2026, 21h41, com base nas matérias publicadas sobre o assunto. Corrigimos erros: contato@dadobruto.com.
Todos os desdobramentos
- 22 out. 2026
21h41Política47 minLula diz que Meta precisa ser reinventada e não pode enganar a humanidadeDeclaração foi dada em transmissão do canal Exército do Lula, no WhatsApp, antes do segundo turno
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20h56Mundo20h56Parlamentares dos EUA cobram explicações da Meta sobre eleição no BrasilCarta cita restrições à campanha de Lula e recomendações favoráveis a Flávio Bolsonaro; empresa nega favorecimento
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