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Mundo57 min

Netanyahu ordena fechamento da Cisjordânia após ataque que deixou cinco feridos

Dois atacantes morreram em posto militar de Hebron; eleições legislativas em Israel ocorrem na terça-feira (27).

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, determinou nesta sexta-feira (23) o fechamento da Cisjordânia após um ataque a tiros em Hebron, no sul do território. O episódio deixou cinco feridos, todos israelenses.

Segundo as duas fontes, dois homens abriram fogo contra militares em um posto de controle no norte de Hebron, cidade dividida entre um setor sob autoridade palestina e outro onde vivem colonos israelenses, sob controle do Exército. Os dois atacantes foram mortos em um tiroteio. Um deles portava um fuzil e o outro, uma pistola.

Netanyahu ordenou o fechamento imediato de Hebron e pediu ao Exército que se preparasse para impor um fechamento total da Cisjordânia. A Folha informa que a medida deveria começar nesta sexta-feira. A CNN Brasil, por sua vez, relata que não estava claro quando a restrição entraria em vigor nem por quanto tempo seria mantida. Segundo comunicado do gabinete do premiê, citado pela Folha, o ataque foi impedido de se tornar “de grandes proporções”.

Os cinco feridos têm cerca de 20 anos, de acordo com as autoridades israelenses. Elas não informaram se são militares. O Magen David Adom, serviço de emergência equivalente à Cruz Vermelha israelense, informou que dois deles estão em estado grave. A CNN Brasil usa o termo “crítico” para a mesma condição.

O Exército israelense informou que iniciou operações antiterroristas nas casas dos supostos autores do ataque e de outros suspeitos, no local do atentado, que foi isolado, e em outras regiões da Cisjordânia. A força também informou que realizará novas prisões de suspeitos e ampliará as operações de inteligência na região.

O ataque ocorreu quatro dias antes das eleições legislativas de Israel, marcadas para terça-feira (27). Netanyahu busca um novo mandato como chefe de governo. Após o episódio, ele pediu ao partido Likud que cancelasse os eventos de campanha previstos para esta sexta-feira.

Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque. O Hamas elogiou a ação em comunicado e a classificou como “operação heroica”, mas não reivindicou a responsabilidade pelo ataque.

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