EUA e Israel preparam novos ataques ao Irã após eleições americanas
Planos incluiriam alvos energéticos e nucleares; Trump vetou ofensivas várias vezes neste ano
Os militares dos Estados Unidos e de Israel elaboram planos para uma nova rodada de ataques contra o Irã após as eleições legislativas de meio de mandato americanas, segundo autoridades dos EUA ouvidas sob condição de anonimato.
Os exércitos dos dois países intensificaram exercícios, com voos sobre o Iraque para treinar manobras de ataque. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, se reuniu nesta semana com o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu em Israel para discutir as ofensivas.
Os alvos prováveis incluem infraestrutura energética, instalações nucleares e o arsenal de mísseis e drones iranianos. Algumas autoridades avaliam que uma nova onda de ataques poderia levar a economia do Irã a um ponto crítico e forçar concessões diplomáticas.
Há dúvidas sobre o êxito de uma nova guerra. A primeira fase, de fevereiro a abril, elevou os preços de energia e a inflação no mundo e reduziu o estoque de interceptadores de mísseis do Pentágono. O presidente Donald Trump vetou repetidamente planos de grandes operações neste ano, inclusive em outubro.
As negociações seguem em paralelo. Os EUA usam a possibilidade de retomada da guerra como pressão sobre o programa nuclear iraniano e o controle do Estreito de Ormuz. Negociadores iranianos resistem a conceder no tema nuclear e pedem que ele seja tratado depois.
Autoridades iranianas afirmam que, se houver novos ataques, ampliarão seus alvos para data centers e cabos submarinos de internet.
A eleição israelense está marcada para terça-feira (27). Segundo especialistas, uma derrota de Netanyahu o deixaria como primeiro-ministro interino, o que dificultaria o início de uma guerra. Uma autoridade da Casa Branca afirmou na quarta-feira (21) que o governo não comenta planos militares "que podem ou não existir".
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