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Ataques a navios no Estreito de Ormuz batem recorde e reduzem exportações de petróleo

Doze embarcações foram atacadas entre 5 e 11 de outubro, maior número semanal desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã

Por Redação Dado Bruto · 16 out. 2026, 02h31 Fontes
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O número de navios que relataram ataques no Estreito de Ormuz e arredores atingiu recorde, segundo a BBC, com base em levantamento de dados da agência marítima britânica UKMTO. Doze embarcações foram atacadas entre 5 e 11 de outubro.

É o maior número semanal de ataques informados à UKMTO desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã. Na semana anterior, foram 10. Só no domingo, seis navios foram atingidos. Nesta semana, até a data da reportagem, havia quatro ataques registrados.

Ao mesmo tempo, a recuperação das exportações de petróleo pelo estreito, observada em setembro, perdeu força, segundo dados do setor. Segundo a consultoria Kpler, cerca de 12,6 milhões de barris por dia passaram pela via em 13 de outubro, abaixo dos 15 milhões registrados no fim de setembro. Antes da guerra, a média era de cerca de 17 milhões.

Um dos ataques de domingo atingiu o petroleiro Petro Dolphin, de bandeira da Nicarágua, perto de Sohar, em Omã, a mais de 250 km do estreito, segundo a empresa de inteligência marítima Vanguard. Onze marinheiros indianos foram resgatados, mas dois continuam desaparecidos, informou o sindicato Forward Seamen's Union of India.

Na terça-feira, o navio porta-contêineres GFS Pride afundou após ser atingido por um projétil não identificado no estreito. Os 21 tripulantes foram retirados em segurança. A Guarda Revolucionária do Irã divulgou imagens do afundamento e afirmou que a embarcação transportava "2.500 contêineres de contrabando" e seguia uma rota "não autorizada".

Segundo especialistas, Teerã ataca navios para ampliar o controle sobre a via, enquanto os EUA aumentaram o número de petroleiros escoltados pelo sul do estreito. O Comando Central dos EUA afirmou que o tráfego comercial segue ativo, com proteção coordenada de forças americanas e parceiros regionais.

Martin Kelly, diretor-executivo da Orbital Risk Intelligence, afirmou que o Irã ampliou a estratégia e realiza ataques quase diários. Ele disse que o objetivo é impedir a passagem dos navios e dissuadir outros. A Guarda Revolucionária informou que os ataques não se limitarão ao Ormuz.

Também segundo a Vanguard, um petroleiro foi atingido por vários projéteis ao norte do Qatar em 8 de outubro, a mais de 500 km do estreito, com múltiplas vítimas relatadas. No dia 9, outro petroleiro foi atacado perto da cidade emiradense de Al-Jazirah al-Hamra.

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