Protesto contra cortes em universidades termina em confronto em Buenos Aires
Manifestantes cobram do governo de Javier Milei o cumprimento da Lei de Financiamento Universitário
Estudantes e professores protestaram nesta quinta-feira (15) em Buenos Aires, na Argentina, contra o presidente Javier Milei. O ato em frente ao Congresso terminou em confronto com a polícia, com lançamento de pedras e uso de gás lacrimogêneo.
Os manifestantes exigem que a Lei de Financiamento Universitário seja posta em prática. Essa norma determina a correção dos valores destinados às universidades públicas, a compensação das perdas de salário dos docentes e a reestruturação das bolsas para estudantes. O Congresso deu sua aprovação ao texto em agosto de 2025, mas Milei exerceu seu veto sobre ele.
A mobilização acontece após vários dias de paralisações e atos realizados nas próprias universidades. Em junho, a Suprema Corte da Argentina ordenou que o Executivo efetuasse os pagamentos estabelecidos pela legislação. Ainda assim, a questão do financiamento permanece como o principal ponto de atrito entre o governo e as instituições de ensino.
As reportagens divergem sobre o número de manifestantes que atiraram pedras. Uma fala em alguns participantes; outra, em dezenas. Ambas registram que a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar o ato.
Os participantes levaram bandeiras de entidades estudantis e de sindicatos. Entre as frases exibidas estavam “Milei, cumpra a lei” e “A universidade pública é um direito, não um privilégio”.
Trata-se da quinta marcha federal universitária desde a posse de Milei na Presidência, em dezembro de 2023. De acordo com a cobertura jornalística, o Executivo divulgou acréscimos de recursos para a área nesse intervalo, porém representantes das instituições consideram que as transferências não estão à altura das demandas do ensino público.
Além de estudantes e professores, participaram do ato partidos de oposição, sindicatos, organizações sociais e aposentados. Os manifestantes pedem a revogação de uma medida do governo que afeta o setor.
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