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Mundo19h29

Protesto contra cortes em universidades termina em confronto em Buenos Aires

Manifestantes cobram do governo de Javier Milei o cumprimento da Lei de Financiamento Universitário

Por Redação Dado Bruto · 15 out. 2026, 19h29 Fontes
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Estudantes e professores protestaram nesta quinta-feira (15) em Buenos Aires, na Argentina, contra o presidente Javier Milei. O ato em frente ao Congresso terminou em confronto com a polícia, com lançamento de pedras e uso de gás lacrimogêneo.

Os manifestantes exigem que a Lei de Financiamento Universitário seja posta em prática. Essa norma determina a correção dos valores destinados às universidades públicas, a compensação das perdas de salário dos docentes e a reestruturação das bolsas para estudantes. O Congresso deu sua aprovação ao texto em agosto de 2025, mas Milei exerceu seu veto sobre ele.

A mobilização acontece após vários dias de paralisações e atos realizados nas próprias universidades. Em junho, a Suprema Corte da Argentina ordenou que o Executivo efetuasse os pagamentos estabelecidos pela legislação. Ainda assim, a questão do financiamento permanece como o principal ponto de atrito entre o governo e as instituições de ensino.

As reportagens divergem sobre o número de manifestantes que atiraram pedras. Uma fala em alguns participantes; outra, em dezenas. Ambas registram que a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar o ato.

Os participantes levaram bandeiras de entidades estudantis e de sindicatos. Entre as frases exibidas estavam “Milei, cumpra a lei” e “A universidade pública é um direito, não um privilégio”.

Trata-se da quinta marcha federal universitária desde a posse de Milei na Presidência, em dezembro de 2023. De acordo com a cobertura jornalística, o Executivo divulgou acréscimos de recursos para a área nesse intervalo, porém representantes das instituições consideram que as transferências não estão à altura das demandas do ensino público.

Além de estudantes e professores, participaram do ato partidos de oposição, sindicatos, organizações sociais e aposentados. Os manifestantes pedem a revogação de uma medida do governo que afeta o setor.

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