Alberta realiza plebiscito sobre processo de independência do Canadá
Estimativas de custo da separação variam entre relatórios e pela opinião da primeira-ministra Danielle Smith
A província canadense de Alberta realiza nesta segunda-feira (19/10) um plebiscito sobre sua permanência no Canadá. Os eleitores escolhem entre manter a vinculação ao país ou iniciar a preparação de um referendo sobre independência, em data a ser definida.
A consulta não pergunta diretamente se o eleitor quer deixar o país. Ainda assim, as reportagens a tratam como um possível teste para a unidade nacional canadense.
A primeira-ministra Danielle Smith, contrária à separação, afirma que a província poderia arcar com cerca de 400 bilhões de dólares canadenses (R$ 1,4 trilhão) apenas em custos de transição. Um relatório encomendado pelo governo estadual estima que os custos ficariam entre 50 bilhões e 170 bilhões de dólares canadenses (R$ 180 bilhões a R$ 610 bilhões) ao longo de cinco anos.
Já a CanadaWest Foundation, centro de estudos sem fins lucrativos com sede em Alberta, projeta uma dívida adicional entre 258 bilhões e 333 bilhões de dólares canadenses (R$ 925 bilhões a R$ 1,2 trilhão). O estudo calcula ainda uma redução média de 5,8% na renda disponível dos moradores.
O economista Keith Wilson, que apoia a independência, afirma que a economia de Alberta é diferente da do restante do país e que a província teria condições de prosperar sozinha. Ele responde sim à pergunta sobre se Alberta seria mais rica como nação independente.
Pesquisas de opinião citadas pelas fontes indicam que entre 20% e 25% dos moradores pretendem votar a favor de avançar para um referendo. Uma petição pela separação, lançada no início do ano, reuniu mais de 300 mil assinaturas.
As estimativas divergem conforme a origem e a metodologia de cada levantamento. Os números citados por Smith e pelo relatório oficial não coincidem, e o estudo da CanadaWest mede dívida, e não custo de transição.
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