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Serasa projeta queda de 9,7% a 10% na safra de soja com El Niño forte

Mato Grosso e Goiás concentram as perdas, enquanto o Rio Grande do Sul pode colher mais.

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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Colheitadeira em lavoura de soja em Rondonópolis (MT)
Imagem ilustrativa: Colheitadeira em lavoura de soja em Rondonópolis (MT). Foto: Roosevelt Pinheiro/ABr · CC BY 3.0 br · créditos

A Serasa Experian estima que a safra brasileira de soja 2026/27 pode cair entre 9,7% e 10%, caso um El Niño forte se confirme. O estudo foi divulgado nesta terça-feira (27) e compara esse cenário com um clima neutro.

A projeção considera uma área plantada de 49,9 milhões de hectares, alta de 1,8% em relação à temporada anterior. O aumento do plantio, porém, não compensaria a perda de produtividade causada por falta de chuva e calor excessivo, segundo o estudo. Os textos divergem sobre o acréscimo de área: um fala em 900 mil hectares e outro, em quase 1 milhão.

As perdas se concentrariam no Centro-Oeste. Mato Grosso poderia produzir 9,7 milhões de toneladas a menos que no cenário neutro, e Goiás, 4 milhões de toneladas a menos, de acordo com a Serasa. Juntos, os dois estados responderiam por quase 80% da queda projetada para o país.

Em sentido oposto, o Rio Grande do Sul poderia produzir 5,5 milhões de toneladas a mais. O estado costuma registrar mais chuvas em episódios do fenômeno. A empresa afirma que esse ganho não compensaria as perdas do Centro-Oeste.

Em valores, a Serasa calcula um impacto potencial de cerca de R$ 33 bilhões sobre o valor bruto da produção. A empresa diz que uma oferta menor de soja tende a elevar as cotações, o que pode alterar o resultado econômico para produtores e demais agentes da cadeia.

O plantio avança em várias regiões do país. No Sul, porém, o excesso de chuva limita o trabalho no campo, segundo as fontes. Dados da AgRural citados pelo G1 indicam que cerca de 40% da área estimada já estava semeada até a semana anterior.

Os textos também trazem dados históricos da Conab. Eles apontam queda de produtividade da soja em um ciclo de El Niño forte, mas divergem sobre o ano e o percentual. Um deles cita queda de mais de 8% em 2024 em relação a 2023. O outro afirma que o ciclo 2023/24 teve produtividade 9% inferior à de 2024/25.

A Serasa diz que o levantamento considera apenas a soja de primeira safra. Segundo a empresa, as culturas de segunda safra podem sofrer impactos mais intensos, a depender do calendário e do clima ao longo do ciclo.

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