Dívidas de famílias em atraso chegam ao maior nível desde 2012, diz BC
Comprometimento da renda com dívidas atingiu o patamar mais alto em 21 anos, segundo o Banco Central
A parcela das dívidas de famílias com problema de pagamento chegou ao maior nível desde 2012, informou o Banco Central nesta terça-feira (27), no Relatório de Estabilidade Financeira. A inadimplência foi o principal fator da alta.
Segundo o BC, o comprometimento da renda das famílias com dívidas atingiu o patamar mais alto em 21 anos. O peso é maior entre os tomadores de menor renda. A autoridade prevê que a pressão continue na maioria das modalidades no segundo semestre.
Parte da alta tem relação com uma mudança de regra. Desde 2025, a Resolução 4.966 do Conselho Monetário Nacional deixou a cargo dos bancos a decisão sobre quando baixar uma dívida como prejuízo. Sem essa mudança, a taxa de inadimplência em junho seria 0,78 ponto percentual menor, segundo o BC. Esse efeito equivale a cerca de 45% da alta desde dezembro de 2024. O banco afirma, porém, que a inadimplência teria subido mesmo com as regras antigas.
O BC estuda medidas macroprudenciais para segmentos de crédito de maior risco, com o objetivo de reduzir o superendividamento. O relatório não detalha quais seriam essas medidas nem quando entrariam em vigor.
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