Senado aprova fim da escala 6x1 e Fiesp critica a mudança
Federação paulista diz que a medida pode elevar a informalidade e os custos para empresas e famílias.
O Senado aprovou nesta quarta-feira (14/10), em dois turnos, a proposta de emenda à Constituição que extingue a escala de trabalho 6x1. Em cada votação, 75 senadores votaram a favor e um votou contra. A escala 6x1 prevê seis dias de trabalho para um de descanso.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou a aprovação. O presidente da entidade, Paulo Skaf, afirmou que a mudança pode elevar a informalidade no mercado de trabalho e aumentar os custos dos empregadores. Segundo ele, o efeito chegaria ao orçamento das famílias, com reflexos em despesas como a taxa de condomínio.
Skaf citou possíveis impactos em saúde, educação, transporte, supermercados e no setor químico. Para ele, o tema deveria ter sido debatido com mais profundidade e fora do calendário eleitoral, sem o risco de virar uma "PEC Boca de Urna". Ele também afirmou que nenhum país fixa a escala de trabalho na Constituição.
Skaf disse que decisões "açodadas" têm preço alto e que a conta será paga por toda a sociedade.