Reeleição de Lula leva EWZ a cair cerca de 18% em Nova York
Recibos de Petrobras, Itaú e Vale também recuam no pós-mercado; Lula venceu Flávio Bolsonaro com pouco mais de 51% dos votos válidos
O EWZ, principal fundo brasileiro negociado na Bolsa de Nova York, recuou cerca de 18% no pós-mercado deste domingo (25), após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Os recibos de ações (ADRs) de empresas brasileiras também caíram. Por volta das 21h15, horário de Brasília, os papéis da Petrobras ligados às ações ordinárias (PBR) recuavam 11,96%, a US$ 23,15. Os ligados às preferenciais (PBR-A) cediam 10,33%, a US$ 21,10. Os do Itaú (ITUB) tinham queda de 13,65%, e os da Vale (VALE), de 4,19%. Os dados são do Poder360 e do InfoMoney.
Os números do EWZ variam conforme a fonte e o horário. O Poder360 registrou queda de 17,97%, a US$ 34,94, às 21h52. A CNN Brasil apontou recuo de 17,75%, a US$ 35,03, às 21h42, e informou que os futuros do fundo chegaram a ceder mais de 19%. O InfoMoney indicou baixa de 18,53%, a US$ 34,69, às 21h16.
Os movimentos ocorreram no pós-mercado, período de negociação após o fechamento do pregão regular nos Estados Unidos. Esses registros indicam a reação dos investidores antes da abertura da B3 na segunda-feira (26), mas não determinam o desempenho da sessão regular. O EWZ acompanha o índice MSCI Brazil, com maior peso dos setores financeiro, de energia e de materiais.
Antes da votação, o mercado vinha apostando na vitória de Flávio Bolsonaro, que havia terminado o primeiro turno, em 4 de outubro, à frente de Lula. Na sexta-feira (23), o EWZ subiu 1,77%. Investidores esperavam uma eventual mudança na política fiscal e algum alívio nos juros.
Com o resultado, reportagens apontam expectativa de maior volatilidade no câmbio e nos juros futuros nos próximos pregões, com possível pressão sobre os títulos públicos.
Lula conquistou um quarto mandato na Presidência e reverteu a diferença do primeiro turno. Com 98,27% das seções apuradas, o InfoMoney registrou 51,75% para Lula e 48,25% para Flávio Bolsonaro. Em outro momento da mesma reportagem, com 99,78% apurado, os percentuais aparecem como 51,76% e 48,24%.
A votação foi estendida. O fechamento das urnas foi adiado para as 19h por causa de problemas no transporte público, segundo o Poder360 e o InfoMoney.
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