Durigan diz que governo pode manter subsídios a combustíveis em 2027
Continuidade depende da cotação do petróleo e de receita extra; imposto sobre exportação de óleo bruto também não está descartado.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (23) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá manter em 2027 os subsídios aos combustíveis. Segundo ele, a continuidade depende de dois fatores: a cotação do petróleo no mercado internacional seguir elevada e a União registrar receita adicional com o setor.
Em entrevista ao UOL, Durigan disse que a arrecadação sobe quando o barril de petróleo encarece. Segundo ele, o governo optou por usar esses ganhos, obtidos com royalties e tributos pagos por empresas do setor, para suavizar as variações nos preços dos combustíveis. Ao tratar da ajuda em 2027, afirmou: "é sim possível", e disse que essa deve ser a proposta do presidente.
O ministro também afirmou que a manutenção do imposto sobre exportação de petróleo bruto não pode ser descartada, a depender das condições globais e da oferta do produto. Segundo ele, o tributo tem caráter regulatório, para desestimular a saída de óleo do país, e produz efeito fiscal secundário.
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