Petróleo Brent sobe 3,7% e fecha a US$ 109,86 com tensões no Oriente Médio
Mercado reage a míssil interceptado perto da Arábia Saudita e a ataque que parou unidade de refinaria russa
O petróleo Brent fechou em alta nesta sexta-feira (16) e cotado a US$ 109,86 por barril, depois de tocar US$ 110 pela primeira vez desde maio. O movimento reflete temores de interrupção no fornecimento vindos do Oriente Médio e da Rússia.
A alta no fechamento foi de 3,7%, segundo o G1, que citou o recuo de fechamento dos contratos futuros. A InfoMoney, por sua vez, registrou avanço de 3,9%. Na semana, o Brent acumula valorização de 4,9%. O WTI, referência americana, fechou a US$ 101,41, com ganho de 3,5% no dia, de acordo com o G1.
No Oriente Médio, uma coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou ter interceptado um míssil lançado contra uma cidade estratégica do país. A Arábia Saudita vem sendo alvo de ataques desde a semana passada, segundo o Metrópoles. O governo iraniano diz que intensificou os ataques como resposta ao bloqueio dos seus portos pelos Estados Unidos e ao endurecimento das sanções econômicas. A região do Estreito de Ormuz enfrenta restrições ao transporte marítimo.
Na Rússia, uma das principais refinarias do país suspendeu uma de suas principais unidades de processamento após um ataque com drones na quinta-feira (15). A interrupção levantou dúvidas sobre a capacidade russa de manter o envio de derivados, sobretudo diesel, ao mercado internacional.
O mercado também pesou o avanço de uma proposta no Congresso dos Estados Unidos que busca barrar um acordo do presidente Donald Trump com Moscou para liberar diesel russo. Com a exclusão mantida, refinarias de outras regiões precisariam processar mais petróleo para atender à demanda, segundo a Bloomberg, reproduzida pela InfoMoney.
Os números de variação divergem conforme a fonte, e este texto registra os dois valores sem escolher um deles. O Brent não tinha atingido US$ 110 desde maio, de acordo com as três fontes consultadas.
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