Brasil é o 2º maior importador de pesticidas proibidos na UE, aponta Oxfam
Relatório da ONG indica cerca de 15 mil toneladas em 2024; Estados Unidos lideram o ranking.
O Brasil foi o segundo maior importador de pesticidas proibidos pela União Europeia em 2024, com cerca de 15 mil toneladas, segundo relatório da ONG Oxfam divulgado nesta sexta-feira (16). Os Estados Unidos aparecem em primeiro lugar.
A Oxfam afirma que as regras do bloco criam critérios desiguais para os agrotóxicos altamente perigosos (AAPs). Substâncias vetadas para uso dentro da UE seguem sendo fabricadas e vendidas a outros países.
Segundo o levantamento, os Estados-Membros da UE exportaram quase 122 mil toneladas desses produtos em 2024, mais que o dobro do volume de 2018. Ao todo, 93 países importam agrotóxicos perigosos do bloco, e 75% deles são nações de baixa e média renda.
O relatório aponta que seis dos dez pesticidas mais vendidos no Brasil são proibidos na UE. Eles são aplicados em lavouras e em áreas próximas a florestas, por tratores, aviões e drones. A ONG relaciona esse uso ao modelo de monoculturas voltadas à exportação, como soja, café e cana-de-açúcar.
Quatro empresas controlam 61% do mercado global de pesticidas. Segundo a Oxfam, elas obtiveram cerca de € 2,7 bilhões em receitas com a venda de AAPs, o equivalente a cerca de R$ 15,3 bilhões.
Em 2025, o Brasil registrou 725 novos pesticidas aprovados, número quase 10% superior aos 663 autorizados em 2024.
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