TSE diz que não ordenou retirada de canal de WhatsApp e pede isonomia às plataformas
Nunes Marques deu 24 horas à Meta para relatório sobre o canal Exército do Lula, após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou nesta sexta-feira (23) que não determinou a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar. Em comunicado, a Corte classificou como indevidas as interpretações feitas a partir de despachos com prazos curtos.
Na quinta-feira (22), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, deu prazo de 24 horas para a Meta, responsável pelo WhatsApp, apresentar um relatório sobre o canal “Exército do Lula”. A determinação atendeu a um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo a decisão, a empresa deve informar se identificou sincronização de atividades, replicação sistemática de conteúdos e amplificação artificial de publicações.
Também nesta sexta, ministros do TSE responsáveis por propaganda eleitoral se reuniram com representantes de Meta, X, Google, TikTok e Kwai. De acordo com a Corte, Nunes Marques pediu reforço das equipes de monitoramento das redes sociais e tratamento igual aos dois candidatos que disputam o segundo turno: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro.
A reunião tratou de alegações das campanhas sobre um suposto tratamento desigual das plataformas. Segundo o tribunal, os participantes discutiram providências para cumprir a legislação eleitoral e o plano de conformidade assinado pelas empresas.
O segundo turno ocorre no próximo domingo (25).
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