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Abstenção e votos brancos e nulos pesam no segundo turno entre Lula e Flávio

Pesquisas apontam empate técnico, e especialistas dizem que uma virada de Lula depende de conquistar eleitores do adversário.

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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Urna eletrônica brasileira, modelo 2020
Imagem ilustrativa: Urna eletrônica brasileira, modelo 2020. Foto: TSE - Tribunal Superior Eleitoral · Public domain · créditos

Os eleitores decidem no domingo (25/10) o segundo turno da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Especialistas acompanham a abstenção e os votos brancos e nulos para avaliar as chances de virada do petista.

No primeiro turno, Flávio ficou à frente por 2,2 milhões de votos, ou 1,8 ponto percentual. A última pesquisa da Quaest, feita de 17 a 20 de outubro com 2.154 pessoas, mostra Flávio entre 43% e 47% e Lula entre 42% e 46%, com margem de erro de dois pontos. O agregador de pesquisas da BBC News Brasil registra Flávio com 47% e Lula com 45%.

A abstenção foi de 21,08% no primeiro turno. Ela costuma crescer no segundo turno, e a exceção foi 2022, quando caiu 0,4 ponto percentual. O cientista político Rodrigo Mahlmeister, da Universidade Duke, afirma que há pouco espaço para nova queda. Ele também observa que a maioria dos governadores foi eleita no primeiro turno, e apenas cinco estados e o Distrito Federal terão segundo turno.

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, afirma que os brancos e nulos podem ser decisivos. Em 2014, eles caíram cerca de 4 milhões entre os turnos, o que ajudou Dilma Rousseff (PT) a vencer, segundo ele.

Em cálculo publicado no Substack em 22/10, o cientista político Jairo Nicolau, da FGV, estima que Flávio teria 51,4% dos votos válidos se ambos mantiverem seus eleitores. Em um cenário favorável a Lula, com ganhos sobre brancos, nulos e abstenção, a diferença cairia para 51% a 49%. Nesse caso, Lula precisaria convencer cerca de 1,2 milhão de eleitores de Flávio.

Para Mahlmeister, a virada depende mais de Lula atrair votos do adversário do que de uma queda da abstenção. Ele afirma que as pesquisas divulgadas até agora ainda não mostram uma tendência clara nesse sentido.

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