Chile registra desemprego de 9,6% e PIB em queda com alta dos combustíveis
Indicadores divulgados no início de outubro mostram o maior desemprego em mais de cinco anos e retração da economia.
O desemprego no Chile chegou a 9,6%, o maior nível em mais de cinco anos, segundo indicadores divulgados no início de outubro. O quadro combina retração econômica, alta dos combustíveis e um plano de austeridade fiscal do governo de José Antonio Kast.
O PIB caiu 0,5% no primeiro trimestre e 0,2% no segundo, na comparação com os mesmos períodos do ano anterior. Segundo a reportagem, é a maior retração da economia chilena desde a pandemia de covid-19. Os investimentos produtivos não cresceram no segundo trimestre.
Depois do início da guerra no Irã, que elevou o preço do petróleo, o governo decidiu não intervir e deixou os combustíveis acompanharem o mercado. Até meados de outubro, a gasolina na Região Metropolitana de Santiago subiu cerca de 30% e o diesel, mais de 40%. A medida provocou protestos conhecidos como bencinazo.
A inflação de 12 meses chegou a 4,1% em julho, puxada sobretudo pelos combustíveis. A produção de mineração caiu cerca de 17,4% em agosto, na comparação anual, o menor nível em três décadas. O país é o maior exportador de cobre do mundo.
O Banco Central reduziu a projeção de crescimento para este ano, para o intervalo de 0,25% a 0,75%. O Fundo Monetário Internacional estima alta de 0,6%. Kast, que assumiu em março com a promessa de reativar investimentos e empregos, tem desaprovação acima de 60%, segundo pesquisas locais. O ministro da Fazenda, Jaime Quiroz, pediu a empresários que evitassem o pessimismo.
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