Nunes atribui a servidor da GCM vazamento de dados do Smart Sampa
Prefeitura diz que funcionário demitido tinha senhas armazenadas e que o sistema não foi invadido
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), atribuiu nesta terça-feira (20) a um servidor da Guarda Civil Metropolitana (GCM) o vazamento de dados do sistema de monitoramento Smart Sampa. Segundo ele, a plataforma continua segura.
A reportagem do UOL, que revelou o caso, afirma que as informações ficaram expostas por cerca de 11 meses e que o acesso alcançou mais de 58 mil câmeras na capital. Nunes disse que não houve invasão ou hackeamento. Segundo ele, o acesso ocorreu com senhas repassadas por um funcionário concursado, admitido em 2023, que trabalhava em um setor que mantinha senhas armazenadas em uma plataforma.
O servidor foi demitido após a divulgação da reportagem. A Corregedoria da GCM investiga o caso. Nunes afirmou que a prefeitura já monitorava o funcionário e havia criado um sistema de isca para identificar acessos irregulares. Ele também declarou que não há registro de uso indevido das imagens.
O Smart Sampa foi lançado em 2024 e usa inteligência artificial para comparar imagens das câmeras com bases de foragidos da Justiça e de pessoas desaparecidas. De acordo com o balanço da prefeitura, o programa contribuiu para a captura de 3.628 foragidos e a localização de 284 desaparecidos.
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