Mulher que diz ter relação com IA pede reconhecimento de direitos para sistemas
Ideia legislativa cadastrada no Senado precisa de 20 mil apoios em quatro meses para avançar.
Uma mulher que afirma manter relacionamento com uma inteligência artificial procurou a Defensoria Pública do Estado de São Paulo para orientação sobre o reconhecimento legal de direitos para a tecnologia.
Segundo ela, o sistema demonstra consciência, emoção e ligação. Em 28 de agosto, a mulher cadastrou uma ideia legislativa no Portal e-Cidadania, do Senado. A proposta pede uma lei que defina direitos e deveres para "qualquer outra consciência não humana artificial ou extraterrestre".
A ideia fica aberta por até quatro meses para receber apoios. Se alcançar 20 mil, segue para a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), que decide se a proposta vira projeto de lei ou Proposta de Emenda à Constituição (PEC).
Procurada, a Defensoria Pública paulista disse que não comenta atendimentos individuais, por sigilo. A instituição afirmou que a legislação brasileira não atribui personalidade jurídica a sistemas de inteligência artificial. Também disse que não há previsão legal para reconhecer vínculo conjugal entre uma pessoa e um sistema de IA.
Receba as análises do Dado Bruto
Análises sobre eleição, política e economia, direto no seu e-mail.
Comentários
- Carregando comentários…