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Brasil47 min

MP pede que Justiça avalie prisão de vice do Corinthians após demissão de testemunha

Promotor liga a saída de Marcelo Munhoes a possível intimidação de testemunhas; audiência está marcada para 10 de novembro.

Por Redação Dado Bruto · 16 out. 2026, 20h24 · Atualizada em 17 out. 2026, 01h58 Fontes
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Na sexta-feira (16), o Ministério Público paulista solicitou ao Judiciário a reavaliação da prisão preventiva de Armando Mendonça, que ocupa a vice-presidência do Corinthians e responde a processo envolvendo materiais esportivos da Nike. A iniciativa surgiu depois da dispensa de uma testemunha considerada fundamental para o caso.

Trata-se de Marcelo Munhoes, que atuou como diretor de Tecnologia da Informação do clube. De acordo com o promotor Cássio Roberto Conserino, o desligamento aconteceu poucos dias antes da audiência de instrução prevista para 10 de novembro e poderia indicar uma tentativa de pressionar testemunhas e atrapalhar a obtenção de provas. Na visão do promotor, a situação precisa ser examinada à luz de uma apuração sobre coação ao longo do processo.

Conserino relaciona o episódio ao apoio público que o presidente do clube, Osmar Stábile, deu a Mendonça e às críticas de Stábile à atuação do Ministério Público. Munhoes afirmou em e-mail ao promotor que foi desligado sob a justificativa de questões de natureza política.

O Ministério Público também abriu uma nova investigação para apurar as circunstâncias da demissão e a eventual participação de Mendonça, de Stábile ou de terceiros. A acusação responde pelo processo por apropriação indébita.

A defesa de Mendonça afirmou ter recebido o pedido com surpresa e classificou a manifestação como abusiva. Segundo os advogados, a dispensa de diretores é prerrogativa da presidência do clube e faz parte do ambiente político do Corinthians. Eles afirmam que Munhoes se habilitou como candidato em uma chapa de oposição para a próxima eleição do clube.

Os advogados também sustentam que a acusação se apoia em suposições sem prova. Além disso, acusam o promotor de parcialidade por manter contato direto com opositores da atual gestão do clube.

A manifestação do Ministério Público foi encaminhada à 25ª Vara Criminal.

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