Desmatamento cai 41,8% na Amazônia e 23,8% no Cerrado, informa governo
Inpe registra as menores taxas das séries históricas dos dois biomas; Pará lidera a área desmatada na Amazônia
O governo federal divulgou nesta sexta-feira (16) dados que apontam as menores taxas de desmatamento das séries históricas da Amazônia e do Cerrado. Os números são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Na Amazônia, a derrubada de florestas recuou de 5.731 quilômetros quadrados (km²), registrados entre agosto de 2024 e julho de 2025, para 3.335 km² no ciclo seguinte, o que representa uma diminuição de 41,8%. No Cerrado, o desmatamento caiu 23,8%, passando de 7.235,27 km² para 5.516,69 km².
Na Amazônia, o Pará teve a maior área desmatada, com 1.130 km², seguido por Mato Grosso (849 km²) e Amazonas (525 km²). Os três estados também registraram quedas em relação ao período anterior. No Cerrado, Maranhão, Tocantins e Piauí concentram as maiores áreas. O Matopiba, que reúne esses estados e a Bahia, responde por 74,3% do desmatamento no bioma.
De acordo com o governo, esses avanços decorrem da atuação de fiscalização, do acompanhamento via satélite e de iniciativas de preservação. Entre 2023 e 2026, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) executou 76.095 operações de fiscalização e impôs multas que somam R$ 11,8 bilhões por infrações contra a vegetação.
Ao longo desse intervalo, o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) anotou 11,9 mil autos de infração dentro de unidades de conservação federais. Desde 2023, passaram a existir 18 novas unidades de conservação federais, além de oito outras que tiveram sua extensão aumentada, totalizando cerca de 25 mil km².
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